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Esqueci o cabo da câmera para passar as fotos, mas não há tanto problema assim, desse jeito preparo melhores posts sobre Manaus.

Para aquecer, publico minha primeira crônica sobre Publicidade.

 

O Inicio

“Eu adoro marcas, acho que me apaixonei por elas quando nasci e vi o logo do hospital bordado no jaleco do médico, não sabia bem o que era aquilo, desesperadamente chorei, não, a logo não era horrível, foi o médico que me deu um tapa. Sem demora alguma ao chegar em casa abri os olhos, ao contrário do que muitos pensam, foi para a televisão, um comercial qualquer, eu amava minha mãe, mas o colorido da televisão parecia mais interessante que o cabelo castanho dela que, com muito carinho me virou para poder ficar mais atento ao que acontecia naquela caixinha mágica. Alguns poucos anos se passaram e descobri que aqueles traços e escritos estavam além das cores e sons emitidos de um quadrado não tão quadrado assim e bordados de roupas. Rádio, cartazes (alguns gigantes que muito tempo depois descobri que eles tinham um nome “outdoor”), revistas, jornal e mais um monte de meios que surgem a cada ano que passava também faziam parte de um adorável mundo visto pelos olhos de um menino já tão falante sem nem mesmo saber do que falar. Apesar do gosto duvidoso de uma criança e programas infantis sem muito conteúdo, o mais interessante era os intervalos, brigava com meu pai quando começava um comercial e ele “zapeava”, era de discutir até a hora da janta. Outra descoberta. Os produtos anunciados estavam presentes na mesa e mãe e pai discutiam, nessa hora que percebia como era legal ter um produto com uma embalagem diferente, o assunto da janta passava a ser sobre o design do produto e não sobre um problema familiar. Os cafés-da-manhã nunca foram como nos comerciais de margarina, mas as marcas anunciantes eram mais presentes que uns ausentes que dormiam, trabalhavam ou tomavam banho enquanto meu pai preparava o café para a família toda. Aos domingos os exemplares especiais dos jornais e suplementos de algumas revistas chegavam e, ao acordar no meio-dia via aquela bagunça de papéis na sala de estar. Pulando bons anos, mas nem tantos assim, foi ao acaso que encontrei a publicidade e fui estudá-la, descobri que é muito mais complexa do que parece e mesmo que esse mercado seja difícil e tenha alguns profissionais que não podem ser encarados como tal, ainda é minha paixão, mas longe de ser platônica.”

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Um pensamento em “A primeira de muitas, nem sempre é só a primeira.

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