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Ela tem nome

é Pop Up Store

Já ouviu sobre isso?
Sabe o que é?
“Isso existe aqui no Brasil”?

Abaixo você pode ler minha opinião a respeito desse conceito, mais usado do que você pensa.

Nas ondas da internet ( me senti surfista demais agora. Detalhe: Eu odeio praia) descobri que tem uns profissionais que classificam o conceito de pop up store, dentro do visual Merchandising – o que é isso? Vamos lá:  É a área do marketing responsável por criar o conceito visual do espaço, determinar como será a experiência da marca ao consumidor de modo visível e por fim que atinga o objetivo de toda empresa: Vendas (ou prefiro classificar como lucro).

Só para esclarecer, ainda no conceito descrito temos: 1.) Vitrinismo – o próprio nome já induz que sobre a vitrine, a composição visual que remeta a ID da marca. 2.) Flagship Store – Padronização dos elementos visuais usados em todos os espaços. 3.) Corner – Um espaço fixo dentro de uma loja. Exemplo: Espaço da APPLE na FNAC. Funcionando as vezes como uma loja menor dentro de uma grande loja.

E afinal, que po%#@ é essa de Pop Up?

Nada mais são que lojas com dia para nascer e data para morrer. ( o nome vem do banner estilo POP UP aquele que aparece e some com uma facilidade). Simples assim? Claro que não. Ao menos todos os exemplos que tenho visto tem um conceito muito bem definido e presente nesses espaços, sem contar que as vezes as vendas não é o objetivo principal. Na minha opinião o principal objetivo (ainda) é o ineditismo, esse que gera buzz e assim vai, só depois a experiência de marca ou atingir um novo público ou até lançar um produto de forma “diferente”. Independente da minha opinião, essa “ação”ou “Ativação” ou expressão semelhante ainda gera um mega buzz na internet e a pessoa que escreve esse blog fica louco para conhecer um de perto. Alguma marca afim de fazer isso por aqui?

Quando começou isso? Quem inventou?

Só achei uma matéria sobre o surgimento do conceito Pop Up Store, é do trend watching, ta em inglês mas achei bem entendível, como tudo na vida há várias hipotéses de quando se começou a fazer isso, mas ao menos em tempos modernos e segundo o site já mencionado começou em 2003, mais precisamente em maio de 2003 com a Fashion London Bus, hoje nem mais o site existe.

Praticamente era um ônibus viajante com uma loja de moda dentro dele, mas não qualquer loja eram mais de 1400 peças de 40 designers diferentes, sem dúvida nenhuma gerou um buzz, mas como naquela época não havia tantos blogs dedicados aos assuntos não foi febre, mas sem dúvida, já era um bom inicio do que viria a ser uma das opções mais bacanas de se comunicar (ainda) de modo diferenciado com o cliente.

A matéria ainda menciona algumas pop up acts, mas preferi mencionar a primeira por questões históricas.

Aqui no Brasil já existe? Existiu? Ou vai fazer como a Televisão que demorou anos para chegar em terras brasileiras?


Ta vendo a foto acima? Então, esse não é todo espaço, a loja é ali no cantinho chamada Canarinho, mas não se engane, é um projeto da Nike, onde só é possível encontrar toda a coleção lá, ou melhor, nem é mais possível encontrar porque a loja se localizaVA na Galeria do Rock. (atenção o verbo está no passado, ou seja, não existe mais). Primeiro caso de pop up store (fixa) e aberta para todos no Brasil, mas não foi o único case.

Em 2004, o trend watching considerou a ação de venda porta-a-porta da empresa de cosméticos Oceanic como uma pop-up retail, ou seja, venda pop-up, vou ter que defender o site e expor minha opinião, não é porta-a-porta porque de tempo em tempo a VAN, que levava os produtos, aparece em locais não-determinados, do outro lado, quando uma revendora diz que vai na casa de alguém, esse alguém leva outras pessoas para aproveitarem o tempo da revendedora. Aí fico na dúvida se é ou não é uma pop up acts, porque uma pop up store não é.

Eu gosto de citar bastante o que a Colette, uma marca mega cool da França considerada o lugar dos moderninhos de Paris, fez na última edição do SPFW.O projeto se chamou Colette Loves SPFW, claro que eles aproveitaram o Ano da França no Brasil, estar em um local onde o burburinho ia ser mundial ( quem ainda pensa que o SPFW é fraco, precisa rever os conceitos, está entre os mais importantes do mundo) e as peças que trouxe para cá. Sinceramente, o que é mais bacana nessa história toda é que a marca só tem uma loja no mundo e fica numa das esquinas mais famosas de Paris.

A esquina famosa.

Além disso, o comentário da dona da loja é mais impactante ainda “O nosso maior medo de abrir uma outra loja é não ter o mesmo espiríto que encontramos na loja”. Ou seja, para uma marca que representa tanto para o mundo da moda abrir, nem que seja, uma pop up store no Brasil é sinal de que nosso país só tende a crescer, basta nós, publicitários, e eles, os clientes, a aceitarem sugestões que fujam do padrão.

Eu, em minha humilde opinião, deixo 5 comentários principais a respeito das pop up stores:

– Saiba que abrir uma pop up store tem custo elevado: Uma lojinha temporária exige um bom investimento, afinal profissionais capacitados para isso ainda são raros, além do custo da agência, arquitetos, vendedores e a manutenção exigem custos. Se comparado a alguns meios pode parecer um absurdo mas o retorno em mídia espontânea ainda é alto e a experiência de marca é garantida gerando boca-a-boca em rodinhas de amigos.

– Saiba que é necessário assessoria de impresa: Sem essa parte nada vai acontecer, não basta ter o local, por mais arquitetônico que seja, se ninguém avisar sobre ele, claro, do modo certo. Vale lembrar que publicidade para as pop up stores não deve ser usado, caso contrário, todo o conceito de exclusivo (entenda-se: Eu sei que a loja existe e você não) perde o sentido.

– Saiba que não basta ter um mega espaço se não ter objetivo: Assim como tudo, é preciso ter um objetivo final, seja vender o estoque da loja de modo diferenciado, alcançar um novo público, lançar um produto. Pode parecer que é óbvio, mas com o objetivo final toda a conceituação sobre o espaço pode mudar.

– Saiba que é preciso que os consumidores entendam que é temporário: Afinal, os produtos/experiências que ali estão tem algo bacana e um “Q” de exclusivo, caso não consumidos naquela data pode não surgir outra oportunidade.

– Saiba que mesmo sendo temporário, precisa ter algo da ID da marca: Não deixa de ser algo da marca e uma ação de branding, por isso é necessário que todos saibam que aquela loja pertence a uma marca. ( Apesar de ter cido eu quem criou essas recomendações, vejo uma crítica ferrenha a esse tópico, uma marca pode querer não aparecer no conceito de loja para atingir um público que por certa razão não gosta da marca. Eu mesmo me defendo. Uma hora ou outra a pessoa que foi até o local saberá que a pop up store pertence/pertencia a certa empresa e antes que isso venha a se tornar negativo, dizer desde o inicio é sempre menos arriscado, o risco é dos profissionais de marketing envolvidos).

Quer ver alguns exemplos?
Segue os links

ObamaAgência de TurismoNK Store Teen VogueIlly

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3 pensamentos em “Sabe aquela lojinha temporária?

  1. Bacana o post. Ainda não conhecia o conceito com esse nome. Já tinha ouvido falar na arquitetura efêmera, mas ele se refere mais a ações promocionais de curta duração e não a ações mais diretamente comerciais.

  2. Também adoro esse conceito. Sugeri isso para uma cliente, acho que é ideal até para quem está começando uma grife e ainda não tem grana para montar um ponto fixo. Sem falar que a pop up store pode ser um local de experimentação “física” para quem tem ponto de venda virtual. Enfim, deveria haver mais, né?

    beijos,

    Adriana

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